quinta-feira, julho 24, 2014

Na mouche!

"Apetece-me mandar-te à merda. Bater-te. Mas acho que é por gostar de ti. Por querer que tomes a decisão certa, ou a certa para mim. "Tens de acreditar". Não pá, por acaso não tenho. Na verdade apetece-me é bater em mim. Só me meto em filmes foda-se." Perú Ressabiado.
 

domingo, julho 20, 2014

Mesmices

Não tenho andado com vontade de escrever.

Tenho tido borboletas na barriga, tenho tido problemas com a minha mãe. Fiz novas amizades. Conheci O João. Estou a apaixonar-me.

E tenho saudades de ter o dom da palvra escrita. Quero voltar a escrever aqui com regularidade. Quero contar e celebrar que dos 100kg, 15kg já foram. Quero informar o (meu) mundo que vou continuar, com precalços grandes e pequenos, a lutar por mim. Pela minha felicidade.

Eu amo-me! E o saldo finalmente é ABSOLUTAMENTE feliz. Eu tenho defeitos, enormes, mais que evidentes. Mas eu sou feliz. Consigo identioficar perfeitamente as Àreas que quero melhorar, o que tenho a trabalhar. Mas não tenho os macaquinhos na cabeça.

Estava-me a faltar o sol, o calor, a praia e os cafés regulares. Faltava-me o amor, o contacto físico, a paixão carnal. E quando eu menos me preocupei com isso, apareceu. A medo, aos trambulhões. Logo para eu não me iludir nem me precipitar. Ainda tenho um pé atrás (estão os dois atrás). Morro de medo de voltar a sentir o que eu vivi o ano passado. Mas é melhor tentar e falahr do que não tentar com medo de não conseguir.

- Vou filmar a tua cara quando falas dele para tu veres, e finalmente aceitares, que estás apaixonada - dizem-me. Porque lá está. Eu não quero estar apaixonada. Eu vou sofrer. Ou não. Eu não quero. E nego, nego tudo até não conseguir negar mais. Ele também. Estamos os dois em negação. -É tua namorada?? - não, diz ele. Mas somos. Com direito a caminhadas abraçados e almoços de mãos dadas. Que nabos, os dois. Apaixonados. Danificados até mais não, com bagagens gigantes. Mas vamos lá.

Tentar mais uma vez. Só mais uma vez.

sexta-feira, abril 25, 2014

sábado, março 08, 2014

Ciclos

Porque é que é tudo ciclico na minha vida?

Porque é que a minha mãe todas as vezes que recupera de alguma doença se transforma numa cabra castradora? Que raiva. Só me apetece chorar.

Eu passo a vida a fazer tudo por ela, eu tenho meu futuro penhorado por ela, eu gasto até ao meu ultimo centimo por causa dela, eu faço TUDO por ela e no fim, ouço que lhe falto ao respeito e que ela é minha mãe e que eu acho que as minhas amigas são mais que ela. Quando eu só demonstro o contrário. Eu não mereço isto. Eu trabalho desde os 17 porque ela se endividou até aos cabelos, eu deixei a faculdade porque já não havia mais por onde cortar. Eu sou uma frustrada com empregos de merda para conseguir ganhar dinheiro. Eu ponho todos os meus sonhos de lado porque ela me cortou as pernas, eu nunca reclamo e nunca lhe atiro nada à cara. Eu sofri abusos psicológicos a minha vida toda porque ela não tinha coragem de sair de um casamento falhado. Eu dou o meu ordenado todo, todos os meses e fico sem nada, eu não compro nada para mim. A unica coisa que eu quero é ir ao café com os meus amigos, e de vez em quando ir jantar fora. E ela diz que eu nunca lhe faço companhia, que saio todas as noites (eu vou ao café, no máximo até as 2 da manhã só ao fim de semana) que prefiro toda a gente menos a ela.

Eu tenho 24 anos e não tenho uma ponta de liberdade sem discussão, sem luta. PorquÊ?

Eu so queria desaparecer. Eu so quero a minha independencia.

Eu só consigo chorar.

quinta-feira, fevereiro 20, 2014

E mais um ano.



24. Já são 24.

Este aniversário foi diferente, foi o primeiro sem o César. E passou, não me doeu nada. Sorrio. Já passou. A tormenta já passou, sobre apenas a cicatriz que dói cada vez que mexo nas coisas que ele me deu. Porque são tantas. São 7 anos de coisas. 7 aniversários de coisas. 7 natais. Mas eu sorrio.

O saldo da experiência é positivo. Ele vai sempre ser o César.

Fechei o ciclo dele.

Estou pronta para outro ciclo.

Quero O namorado por favor. Quero outros natais, outros aniversários. Quer férias e experiências. Quero que me levem ao sushi e ao chinês. Estou pronta para amar outra vez. Quero borboletas.

Sou LIVRE.

E sorrio.

sexta-feira, fevereiro 07, 2014

Dia não.

Odeio o frio! Fico irritada, nervosa apetece-me mandar toda a gente à puta que os pariu (e lá se vai a minha resolução de ano novo).
Mas é incrivel como tudo me consegue enervar.

Passo-me dos carretos, não tenho paciência para ninguém. Tudo me entristece, tudo me magoa. Tudo me parece feito de propósito para me atacar.

Por exemplo:
Hoje saí de casa sem chaves porque a minha mãe não sabia onde as tinha posto. Ok. Saí do trabalho às 19h, um frio que não se podia, liguei-lhe 3 vezes para me abrir a porta já em desespero. Em vez de rejeitar a chamada não faz nada, dando a entender que nem sequer está com o telemovel. Mas pronto, aparece à porta do prédio e abre a porta. Nervos em franja.

Agora antes do jantar fiquei de lhe fazer um relatório de contas que ela é a tesoureira porque ela não sabe mexer em computadores (para o que lhe interessa ela sabe). Tudo muito bem não fosse o facto de ela estar na cama a ver TV e bufar cada vez que eu a chamei por dúvidas. Quando vê o produto final irrita-se, diz que não está bem e que quando as coisas são feitas de má vontade que não quer.

Oh pá, a serio???????????????????????????????

Ai que vontade de gritar!!!!!!!!!!!!

A merda das contas é dela e eu tenho que adivinhar???? Sou eu que tenho que saber??? Ai que nervos!!!!!!!

O pior é que é esta merda todos os anos. Que ódio!!!

Além do mais, hoje lá no trabalho puseram-me a fazer um horário estupido e a partir de segunda vou fazer sempre noite (18h - 22h), com uma pessoa horrivel, nojenta, com a mania da superioridade que entra pelos meus nervos a dentro. Vou ficar impedida de conviver com os colegas da tarde com quem eu já me habituei e de quem eu gosto imenso. Porque?????

Oh pá, definitivamente hoje foi um dia não.